21 de maio de 2026

Na capivara da Globo, um PowerPoint mentiroso e sem vergonha, por Armando Coelho

Sem poder justificar o ódio a Lula, a Globo emplacou a pecha hoje reproduzida no covil extremista que deu suporte à tentativa de golpe.
Reprodução

Artigo critica a Globo por uso de PowerPoint como propaganda eleitoral antecipada e disseminação de fake news.
Relembra escândalos da emissora, como o caso Escola de Base e apoio à ditadura militar, afetando a democracia.
Aponta Globo como agente de engenharia social que alimenta narrativas extremistas e deslegitima eleições no Brasil.

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Na capivara da Globo, um PowerPoint mentiroso e sem vergonha

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por Armando Coelho Neto

“Israel nada aprendeu com o holocausto, os Marinhos nada aprenderam com seus próprios erros e crimes”. Essa fala está em um texto publicado neste GGN, “Lá do além, que editorial escreveria hoje Roberto Marinho?”. Quem ousar fazer tal pergunta ao Gemini terá uma resposta risível sobre estabilidade democrática, equilíbrio fiscal e combate à desinformação. Não o faça sem tomar Plasil antes!

Falar da Globo é um desafio. Obriga qualquer um a repetir a história como farsa e/ou tragédia. Globo? Não dá para falar dessa falange criminosa… Ops! Leia-se, não dá para falar desse partido político de extrema-direita sem ser repetitivo e sem puxar a capivara da meliante. Na condição de bisavó das fake news, a emissora é reincidente e contumaz – genérica e específica no jornalismo meliante.

É constrangedor repisar a cantilena do jornalismo criminoso praticado há mais de um século pelos Marinhos, acentuada com o advento da TV. Sendo repetitivo, cabe reportar o leitor a outros textos publicados neste GGN, tais como “Infeliz Ano Velho, pior 2020 ou Fora Bozo ou Expiação da Inveja”; “Século do Ego I – A TV Globo é um crime contra a humanidade”; “TV Globo, Faixa de Gaza e você, tudo a ver”…

Na capivara das Organizações Globo vige o desprezo pela democracia, por qualquer causa pró-povo, pró-trabalhador. Vide as críticas à CLT, o tratamento do tema greve como “agitação” e “desordem”, e, modernamente, a “PEC das Domésticas”. Nessa linha, dispensa comentários a aporofóbica manchete “Considerado desastroso para o país um 13º mês de salário”, publicada pelo jornal O Globo (1962). Cabe pensar!

A folha corrida da Rede Globo registra passagens tenebrosas como o escândalo da Escola de Base, a qual foi depredada diante de acusações de prática de abuso sexual. Sob o viés do mal jornalismo sensacionalista, a emissora, então com maior abrangência do que hoje, destruiu a reputação dos proprietários e a imagem do estabelecimento de ensino, que teve de encerrar suas atividades. Tudo mentira!

A capivara da Globo contempla ainda passagens pitorescas como o seriado “Anos Rebeldes”, no qual contou parte da história da ditadura militar, omitindo seu próprio papel. Em 1984, tratou os protestos por eleições diretas como uma multidão comemorando o aniversário da cidade de São Paulo. Entra no pacote a edição do debate entre os então candidatos à Presidência da República Collor e Lula (1989).

Durante o passo a passo do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2016, a Globo “ensinava a fritar ovo” (Jandira Feghali) para desviar a atenção do que estava por vir. Claro que antes abriu o caminho da aceitação popular para o golpe, por meio de um conluio com um ex-juiz picareta, integrante de uma máfia judicialesca até hoje impune. Lembrai, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que fascistas não passarão!

Muito além do PowerPoint, escândalo atual, vale a pena assistir “Muito além do cidadão Kane”, 1993, documentário britânico que mostra a nociva ação do império Globo na política brasileira em apoio à ditadura militar. Aliás, houve forte repressão policial e judicial para impedir que a obra fosse exibida. Estudantes da USP se cotizaram para produzir cópias até sair do controle, e hoje está até no YouTube.

O criminoso PowerPoint da Globo é uma peça de propaganda eleitoral antecipada, já espalhada país afora. Propaganda não é só pedir voto, mas também desqualificar, por antecipação, outro candidato, o que, aliás, a Globo faz há anos. Sem poder justificar o ódio a Lula, a Globo, por meio de engenharia social, emplacou a pecha hoje reproduzida no covil extremista que deu suporte à tentativa de golpe.

Percebe-se o papel da emissora dos Marinhos como parte de um processo de engenharia social. Um trabalho profilático semelhante ao dos narcopastores, capaz de seduzir mentes incautas ao ponto de tornarem-se receptivas aos postulados nazifascistas, hoje abraçados pela ainda maior emissora de TV do país. Prática de fake news? Banditismo de mídia? “Ela fez de novo”, como diria um certo locutor.

A Globo sabe que Tarcísio e o ex-capitão receberam milhões de um dos envolvidos no escândalo do Caso Master. Maldosamente, criou uma peça publicitária para a ala nazifascista, simplesmente para alimentar o nocivo espectro da família Marinho, e também pelo gosto que tomou por desequilibrar e tirar, impunemente, a legitimidade de qualquer eleição. Ainda que parte da geração Marinho prefira Ratinho…

Desta feita, um PowerPoint criminoso, mentirosa e sem vergonha. Baixa o pano!

Armando Rodrigues Coelho Neto é jornalista, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-representante da Interpol em São Paulo

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para dicasdepautaggn@gmail.com. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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Armando Coelho Neto

Armando Rodrigues Coelho Neto é jornalista, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-representante da Interpol em São Paulo.

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  1. Alvaro

    26 de março de 2026 1:02 am

    Grande Armando!!! Concordo com tudo que disseste… Passei por tudo isso e sabemos que tem muito mais… A exemplo do “escândalo da Provonsult… Ah, se Brizola vencesse… Fecharia esse “congro de mídia”!

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